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Alta do dólar amplia defasagem no preço da gasolina

 

24/09/15 - A disparada do dólar esta semana praticamente dobrou a defasagem no preço da gasolina no país.

Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) a diferença entre os preços praticados no país e a cotação internacional subiu de 3% no último dia 21 de setembro para 5,8% nesta quarta-feira (23), considerando o dólar a R$ 4,10.

No caso do diesel, a Petrobras ainda tem margem de lucro com a venda do produto importado, mas a diferença caiu de 11,7% para 8,4%, de acordo com o CBIE.

A política de preços dos combustíveis é mais um motivo de atrito entre o conselho de administração e a direção da companhia. Conselheiros independentes têm reclamado de falta de transparência na análise sobre a necessidade de novos reajustes.

A venda de combustíveis a preços abaixo de mercado nos últimos anos é apontada por analistas como uma das principais causas do elevado endividamento da estatal, que vem sofrendo também com o impacto do câmbio em sua dívida em dólares, que soma cerca de US$ 111 bilhões.

A situação foi revertida em novembro do ano passado, quando a companhia promoveu os últimos reajustes nos preços da gasolina e do diesel.

Após os aumentos a Petrobras passou a vender gasolina a um valor 8,1% superior às cotações internacionais, de acordo com cálculos da consultoria Tendências. O preço do diesel estava 17,2% superior.

Desde então, as cotações internacionais despencaram, mas a alta do dólar nos últimos meses tem reduzido a vantagem.

Nas contas da Tendências, a gasolina no Brasil é hoje 3% mais barata do que a cotação internacional. Já o diesel está 9,7% mais caro no Brasil.

O analista da Tendências Walter de Vitto diz que está refazendo suas projeções com base no novo cenário de câmbio, mas que espera novo reajuste em meados de 2016, mantidas as condições atuais.

Em relatórios divulgados recentemente, os bancos JP Morgan e Citi dizem que o aumento de preços dos combustíveis seria a única alternativa da Petrobras para enfrentar o cenário de petróleo barato.

Os dois, porém, também trabalham com possibilidade de aumentos apenas em 2016.

Fonte: Folha Online - Nicola Pamplona