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BNDES eleva a R$ 6,9 bi desembolso a usinas

 

 

Puxados por condições especiais do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor sucroalcooleiro superaram em 2013 as expectativas da própria instituição ao atingir R$ 6,9 bilhões no ano, 64% acima dos R$ 4,2 bilhões registrados em 2012. A urgência das usinas para renovar e mecanizar canaviais ajudou a alavancar esses números, que devem, no entanto, perder alguma força em 2014, dado que uma boa parte dessas demandas já foi atendida e que as taxas de juros do PSI foram elevadas.

A taxa, que foi de 3% no primeiro semestre e de 3,5% na segunda metade de 2013, subiu para 6%. Mas o chefe do departamento de Biocombustíveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti, acredita que elas ainda estão competitivas e que vão seguir atraindo interesses. Ele considera no entanto que em 2014 o desembolso tende, sim, a ser menor, na casa dos R$ 6 bilhões. "É preciso considerar que o plantio de cana foi intenso nos últimos anos e que a urgência das usinas por renovar canaviais diminuiu. A mecanização também avançou bastante. Essas demandas foram em sua grande parte sanadas até o ano passado", segundo avalia o executivo.


Os desembolsos para a área agrícola do segmento sucroalcooleiro em 2013 cresceram 75%, para R$ 2,1 bilhões. Desse total, R$ 1,1 bilhão foram direcionados para renovação e expansão de canaviais (pela linha Prorenova) e R$ 1 bilhão, para aquisição de máquinas agrícolas para mecanização das lavouras. O Prorenova, que está em seu segundo ano de execução com orçamento de R$ 4 bilhões, será renovado em 2014, garante Cavalcanti. Mas com condições diferentes. O executivo não quis revelar se haverá ou não aumento da taxa de juros dessa linha, que foi reduzida em meados de 2013 a 5,5% ao ano.

Em 2012, a demanda (carteira do banco) pelo Prorenova alcançou R$ 1,350 bilhão. Em 2013, essa procura alcançou R$ 2,650 bilhões. "Em 2014, o cenário que temos é de um setor que atingiu o limite de uso de sua capacidade industrial. A demanda por mais plantio de cana deve ser menor. A prioridade tem que ser agora voltar a expandir capacidade da indústria", avalia o gerente setorial do departamento de Biocombustíveis, Artur Milanez.

Mas não é o que sinaliza o mercado, admite Cavalcanti. "O que posso dizer é que na carteira do banco não temos nenhum projeto novo de construção de usinas e nem de cogeração. Esse quadro já é visto há dois anos", completa.

Ele lembra que a maior parte dos projetos que obteve recursos em 2013 se refere a demandas que entraram no banco em anos anteriores. Os desembolsos para investimentos em etanol cresceram 67%, para R$ 2 bilhões no ano passado. No entanto, R$ 1 bilhão desse total foi usado para financiar estoques de etanol, linha que até então não superava desembolsos anuais de R$ 300 milhões. "Se não fosse isso, o número teria empatado com o realizado em 2012", observa.

Uma parte foi liberada para construção de duas usinas de etanol celulósico - um da Granbio, pertencente à família Gradin e outro da Raízen, controlada pela Cosan e pela Shell. Também receberam recursos no segmento de etanol projetos de instalação de equipamentos para produção de anidro - biocombustível que é misturado à gasolina na proporção de 25%, e que está já há algumas safras remunerando melhor as usinas do que o hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos.

As condições vantajosas do PSI motivaram também as usinas a seguir com os projetos de ampliar capacidade de produção de açúcar que há cerca de duas safras trouxe boa rentabilidade ao setor. Assim, em 2013, o banco de fomento desembolsou R$ 2,6 bilhões para esse tipo de projeto, 136% acima dos R$ 1,1 bilhão de 2012.

Os projetos de cogeração, que já vinham de uma demanda fraca, ficaram ainda mais escassos em 2013. Foram desembolsados nessa área R$ 200 milhões, 70% menos do que os R$ 700 milhões de 2012, e bem distante dos R$ 1,85 bilhão de recursos liberados em 2008, auge dos investimentos do setor sucroalcooleiro.

Cavalcanti explica que neste momento não há nenhum projeto novo de cogeração solicitando recursos do banco. Mas ele acredita que a demanda pode voltar a aumentar devido à grande venda de energia de biomassa feita pelas usinas de cana no último leilão realizado em dezembro.


Fabiana Batista
Fonte: Valor Econômico