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Brasil precisa de incentivos para energia limpa e infraestrutura para aumentar competitividade

 

As discussões sobre possível racionamento de energia elétrica retomam a questão da matriz energética brasileira. O País tem orgulho da fonte prioritariamente limpa, mas ainda sofre com a falta de incentivos e de infraestrutura nesse setor.

De acordo com o presidente do Grupo CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., 82% da fonte de energia brasileira é renovável, mas faltam acordos com metas concretas de ampliação dessas fontes e incentivos transnacionais.

— A União Europeia tem metas fixas de ampliação das fontes limpas para 2020. O Brasil tem crescimento previsto para 86% de energia renovável. Apenas a exploração da matriz eólica deve crescer para 25,5% ao ano. No entanto, falta linha de transmissão dessa energia gerada.

Entre os fatores críticos para o aumento da oferta de energia limpa, Ferreira Jr. cita a “disponibilidade e o acesso ao capital, que no Brasil ocorre apenas por meio do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]“.

O diretor da Coppe/UFRJ e ex-presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, afirma que o Brasil precisa de orientação industrial e tecnológica para definir o caminho a seguir no setor energético.

—Temos o pré-sal que é um ponto positivo na matriz energética, mas é preciso definir o que seremos. Há países que passaram pela maldição do petróleo e se desindustrializaram. A Venezuela, por exemplo, passa por um desabastecimento interno, parte político parte econômico. O Oriente Médio também tem baixa industrialização e muito petróleo. Acho que o nosso caminho deve ser como o da Noruega, que usou muito bem seu petróleo e tem equilíbrio social, produção tecnológica e distribuição de renda.

O presidente da Braskem, Carlos Fadigas, afirma que o País tem recursos naturais e mercado consumidor, o que precisa é industrializar os recursos naturais.

Hidrelétricas

A forte seca que afeta a capacidade de geração de muitas usinas hidrelétricas no País foi percebida nas medições da CPFL Energia. Segundo Ferreira Jr., a fluência dos rios são medidas pela empresa há 84 anos.

— Esse foi o terceiro pior janeiro já registrado, o segundo pior fevereiro e tem sido o segundo pior março. Por isso colocaram em uso as termelétricas. O País opera com um nível muito alto de eficiência, dependendo de coisas que não controla.

Fonte: Portal R7