Newsletter

Cadastre seu e-mail e fique por dentro sobre vagas de emprego, informativos de mercado, opiniões e artigos técnicos.
Enviar
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso.
COTAÇÕES

BOVESPA

  • Variação

    Pontos

  • +1,28%

    73.437,28

  • 18/11/2017 22h00
    Yahoo

DÓLAR COMERCIAL

  • Variação

    Valor

  • 0,56%

    R$ 3,261

  • 18/11/2017 22h00
    UOL

AÇÚCAR CRISTAL

  • Variação

    Valor

  • 12,99%

    R$ 65,40

  • 18/11/2017 22h00
    CEPEA

ETANOL HIDRATADO

  • Variação

    Valor

  • 3,21%

    R$ 1,6769/L

  • 18/11/2017 22h00
    CEPEA

ETANOL ANIDRO

  • Variação

    Valor

  • 2,69%

    R$ 1,8286/L

  • 18/11/2017 22h00
    CEPEA

Custo para evitar racionamento de energia elétrica será alto

 

São Paulo - As manobras do governo federal para evitar um racionamento de energia elétrica neste ano poderão custar tão caro para a sociedade quanto um programa de redução de consumo. Nos últimos meses, com o forte desgaste político da administração da presidente Dilma Rousseff, o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançaram mão de uma série de medidas para aumentar a oferta e diminuir a demanda de energia. Quase todas implicarão aumento da conta de luz.

Uma das mais relevantes é a portaria que autoriza a compra de energia de shoppings centers, supermercados e demais empresas que tenham geradores elétricos. Por causa do alto custo, as empresas deixam esse tipo de equipamento em stand by para eventuais quedas de energia do sistema (calcula-se que a capacidade instalada no País com esses geradores supere 7 mil MW). Agora elas poderão lucrar com o equipamento. Para cada megawatt hora (MWh) produzido com óleo diesel, será pago R$ 1.420,34; e, a gás natural, R$ 792,49.

A regulamentação da medida deve sair nas próximas semanas para início de geração a partir de maio. Mas, enquanto os donos de geradores tendem a lucrar com a medida, os demais consumidores vão arcar com os custos altos. Num cálculo conservador feito pela Comerc Comercializadora, supondo que a oferta de energia atinja 1 mil MW médios e que o gerador produza durante 60% do tempo, a despesa pode chegar a R$ 5 bilhões em oito meses. Há quem aposte que a oferta possa alcançar mais de 2 mil MW, o que significaria mais de R$ 10 bilhões.

"É uma solução paliativa, a toque de caixa", afirma o diretor da consultoria Thymos Energia, Ricardo Savoia. Embora defenda a geração própria de energia, ele acredita que é preciso ter cuidado com a quantidade e qualidade do produto. No caso do diesel, a energia é cara e causa graves prejuízos ao meio ambiente se for usada de forma intensiva.

Além da contratação dos geradores, o governo também ampliou a possibilidade de importar energia da Argentina e do Uruguai. Na quarta-feira, o Ministério de Minas e Energia publicou no Diário Oficial da União a autorização para que a Petrobrás e a Eletrobrás sejam responsáveis pela operação.

A importação, no entanto, ainda é uma dúvida já que no inverno o consumo de energia é alto na Argentina. Se sobrar alguma coisa para vender ao Brasil, o preço será alto, afirma o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos. Pelas regras estabelecidas pelo ministério, o custo de importação que superar o preço do mercado à vista (o chamado PLD) será coberto pelo Encargo de Serviço do Sistema (ESS), pago por todos os brasileiros.

As duas medidas (compra de energia térmica e importação) têm o objetivo de preservar a água dos reservatórios - até 1.º de abril, o nível das represas do Sudeste/Centro-Oeste estavam em 28,8%, abaixo dos 30% esperados pelo governo. Mas ao reduzir a energia hídrica, o governo tende a ampliar o rombo entre os geradores, que vão produzir menos do que a garantia física. Antes mesmo de se cogitar a possibilidade de contratar energia de shoppings e supermercados, a expectativa de prejuízo das geradoras superava R$ 20 bilhões com a queda de produção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Renée Pereira, do Estadão Conteúdo