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Demanda por etanol cresce e preocupa setor

 

Com preço mais atraente que o da gasolina, o etanol vem ganhando a preferência dos consumidores. De janeiro a maio, o volume comercializado do chamado etanol hidratado (o que é vendido nos postos de combustíveis) atingiu 6,9 bilhões de litros, 35% superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado. Outro exemplo dos bons resultados: em junho, as produtoras da região Centro-Sul, comercializaram no mercado interno 1,53 bilhão de litros - 51,76% a mais que em junho de 2014.

Quanto menor o preço do produto, maior a demanda. Em julho, a queda do valor do etanol foi de 1,55%, enquanto o da gasolina foi de 0,34%. A expectativa é que o consumo do combustível siga firme e absorva boa parte da cana desta safra, algo em torno de 590 milhões de toneladas, que ainda serão colhidas. Os produtores esperam uma colheita superior em 20 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. Depois de quase sete anos de crise, as usinas de açúcar e álcool do País deveriam estar festejando a safra, mas não estão. O aumento do consumo vem preocupando o setor.

"Apesar do aumento na demanda, teremos um resultado pior que no ano passado", afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). De acordo com Rodrigues, o preço baixo do produto, aliado à necessidade de caixa das empresas, vai gerar um problema financeiro ainda maior. "O mercado tem excesso de oferta por falta de liquidez. No cenário de crise econômica, pelo menos o setor não tem problema de oferta - pelo contrário, ela ainda fica aquém da demanda", diz.

O grande problema, segundo Rodrigues, é a falta de financiamento para estocagem. O novo Plano Safra ainda não foi regulamentado. Sem linhas de crédito e capacidade de armazenamento do combustível para o período de entressafra, os produtores são obrigados a liberar o produto imediatamente - a preços menores que em janeiro deste ano. Em fevereiro, houve a volta da Contribuição para Intervenção do Domínio Econômico (Cide), taxa que elevou o preço da gasolina depois de um longo período de subvenção de preços pelo governo federal.

"Com alto custo logístico e pouco financiamento, como investir em estocagem, mecanismo que ajudaria a ter mais equilíbrio?", questiona Rodrigues. "Evidentemente que essa dificuldade aconteceria em qualquer cenário e, com certeza, seria pior se a gasolina não tivesse aumentado, mas é óbvio que lá na frente teremos redução na oferta e nos patamares dos preços - algo que não ajuda ninguém, porque já teremos vendido 80% da produção."

Além de crédito para investimentos em estocagem, falta ao setor previsibilidade na matriz de combustíveis e maior clareza na política de preços da gasolina. "Hoje temos subsídio cruzado, com o diesel 20% acima e a gasolina 10% abaixo do mercado global. O etanol é o combustível que menos polui o ambiente e, portanto, deveria integrar planejamento a longo prazo", diz Rodrigues.

Fonte: Agência Estado