Newsletter

Cadastre seu e-mail e fique por dentro sobre vagas de emprego, informativos de mercado, opiniões e artigos técnicos.
Enviar
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso.
COTAÇÕES

BOVESPA

  • Variação

    Pontos

  • -0,62%

    75.531,06

  • 21/09/2017 14h00
    Yahoo

DÓLAR COMERCIAL

  • Variação

    Valor

  • 0,18%

    R$ 3,135

  • 21/09/2017 14h00
    UOL

AÇÚCAR INTERNACIONAL

  • Variação

    Valor

  • 0.14%

    14.68 USd/lb.

  • 21/09/2017 14h00
    Bloomberg

AÇÚCAR CRISTAL

  • Variação

    Valor

  • 0,61%

    R$ 52,65

  • 21/09/2017 14h00
    CEPEA

ETANOL HIDRATADO

  • Variação

    Valor

  • 0,55%

    R$ 1,4355/L

  • 21/09/2017 14h00
    CEPEA

ETANOL ANIDRO

  • Variação

    Valor

  • 1,97%

    R$ 1,5837/L

  • 21/09/2017 14h00
    CEPEA

Etanol fica mais barato e recupera vantagem sobre a gasolina em SP

 

A forte queda nos preços do etanol ocorrida nas usinas de São Paulo nas últimas semanas começa a chegar ao bolso do consumidor.

Nesta semana, os preços médios do álcool hidratado caíram para R$ 2,453 por litro nos postos da capital paulista. O valor é 1,8% inferior ao da semana imediatamente anterior. Já a gasolina recuou para R$ 3,539, uma queda de 0,32% no período.

Os dados fazem parte de pesquisa semanal da Folha, que acompanha preços em 50 estabelecimentos da cidade de São Paulo.

Os novos patamares de preços desses combustíveis recolocam o etanol em condições mais competitivas do que a gasolina no mercado paulistano. A nova paridade entre o derivado de cana e o de petróleo agora é de 69%.

Algumas pesquisas indicam que, quando a diferença for de até 70%, a utilização do etanol é mais vantajosa do que a da gasolina.

Pressionadas por gastos com o início da safra e devido à oferta maior de produto, as usinas derrubaram os preços do etanol hidratado de R$ 1,93 na segunda quinzena de março para o atual R$ 1,36 por litro –um recuo de 30%.

A redução de preços deverá incentivar o consumo do álcool, combustível pouco competitivo nos três primeiros meses do ano devido ao período de entressafra.

A pesquisa da Folha indica que o álcool já ficou 11% mais barato para o paulistano nos últimos 30 dias.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), diz que "a intensa queda no preço do etanol hidratado nas usinas nas últimas semanas finalmente começa a chegar aos consumidores". Ele acredita que esse novo cenário seja um incentivo para o aumento do consumo de etanol nos próximos meses.

Padua crê que a safra atual, iniciada no início deste mês, terá um comportamento de demanda semelhante ao da anterior.

De abril de 2015 a março deste ano, as usinas venderam 17,3 bilhões de litros de etanol hidratado no mercado interno. Ou seja, uma média mensal de 1,45 bilhão de litros no período. Em alguns meses, como em outubro passado, as vendas atingiram 1,72 bilhão de litros.

CRISE

O diretor da Unica afirma que, devido à difícil situação econômica brasileira, o consumo de combustível do ciclo Otto (etanol e gasolina) deverá recuar perto de 2% neste ano.

A demanda por etanol, no entanto, deverá persistir. De acordo com ele, não há redução da oferta de etanol; as exportações podem até cair e o consumo de anidro não vai pressionar.

Como a produção de etanol será maior –a Unica estima em até 17,7 bilhões de litros de hidratado nesta safra 2016/17–, o ritmo de vendas será determinado por um ajuste de preço de mercado.

Padua acredita, porém, que a média de preços recebidos pelos produtores deverá ser maior neste ano. O preço médio do etanol na usina foi de R$ 1,20 de abril a outubro do ano passado. Neste ano, está em R$ 1,36 por litro neste início de safra.

Em algumas regiões, os preços do etanol já estão bastante competitivos, devido à necessidade de crédito de algumas usinas e, ainda, à predominância de postos sem bandeiras. Em geral, esses estabelecimentos comercializam o etanol com redução de até R$ 0,20 por litro.

Cálculos da Unica, com base em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), mostram que os Estados de São Paulo e de Mato Grosso já têm paridades médias próximas a 70%.

Essas médias são puxadas pela redução de preços do derivado de cana nas capitais desses Estados.

Dados da Unica apontam que pelo menos 2% da frota flex do país está em municípios com paridade inferior a 67%. Já outros 14% da frota estão em municípios com paridade média de 67% a 70%.

Algumas pesquisas consideram que a paridade, na verdade, pode se estender para até 73% nos carros mais modernos.

Dentro desse contexto, outros 15% da frota nacional de carros flex estão em municípios cujos preços do etanol são mais competitivos do que os da gasolina.

Fonte: Folha de S. Paulo