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Governo estima economia de 2.595 MW com Horário de Verão

 

Brasília - O Horário Brasileiro de Verão, que começa à zero hora do próximo domingo, 19, deve resultar em uma economia de 2.595 megawatts (MW) até 22 de fevereiro de 2015, de acordo com estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME).

Este ano, todos os Estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, incluindo o Distrito Federal, adotarão o horário diferenciado, totalizando onze unidades da Federação.

Durante os 126 dias em que o horário será aplicado, a redução de demanda na hora de ponta de carga deve ser de 1.975 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 625 MW no subsistema Sul.

No caso do subsistema SE/CO, essa redução da demanda entre as 18h e 21h equivale a quase o dobro do consumo de Brasília nesse horário, enquanto o subsistema Sul deve economizar cerca de 75% da carga de Curitiba na mesma comparação.

De acordo com o MME, nos últimos dez anos, o Horário de Verão tem possibilitado uma economia média de 4,6% no intervalo noturno de maior consumo de energia.

Nos últimos 15 anos, a média de duração do horário diferencial foi de 121 dias, mas, como o término da medida não pode coincidir com o feriado de carnaval, a duração no Verão 2014/2015 será um pouco maior.

"Com o Horário de Verão, buscamos um melhor aproveitamento da luz do sol e, consequentemente, uma maior racionalidade no uso da eletricidade", afirmou o secretário de energia elétrica do MME, Ildo Grüdtner.

"Esperamos uma redução no consumo similar a dos anos anteriores", completou.

Ele destacou que a economia proporcionada pelo Horário de Verão também poupa os reservatórios das usinas hidrelétricas - 0,4% no SE/CO e 1,1% no Sul - e tem efeitos positivos nas contas de luz.

O secretário, admitiu, no entanto, que, apesar da duração este ano ser maior, a economia será menor que os cerca de R$ 400 milhões obtidos no último Verão porque atualmente a geração térmica é maior.

"Considerando um período hidrológico normal, estimamos uma economia de R$ 278 milhões com usinas térmicas que não precisarão ser despachadas no período. Além disso, evita-se a construção de novas térmicas a gás que demandariam investimentos de R$ 4,5 bilhões", concluiu.

Fonte: Eduardo Rodrigues, do Estadão Conteúdo