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Governo estuda reduzir vazão de água em hidrelétricas

 

São Paulo - O governo federal estuda reduzir a vazão de água (que passa pelas turbinas) em algumas hidrelétricas do País para preservar o nível dos reservatórios até o fim do período seco, em novembro.

A medida, tomada nas usinas de Sobradinho - que pode ter nova redução - e Três Marias, pode ser ampliada para outras bacias do sistema nacional, como Rio Grande.

A decisão, no entanto, depende de autorização da Agência Nacional de Água (ANA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), já que interfere em outras áreas, como irrigação, navegação e até abastecimento humano.

"Essa manobra segura o armazenamento e nos dá um alento para chegar até o fim de novembro", afirma um técnico do governo federal, na área elétrica.

Segundo ele, em dois cenários traçados para 2015, o volume de água nos reservatórios no fim do verão deveria ser bem maior que o previsto - o mercado espera 14% de armazenamento no sistema Sudeste/Centro-Oeste.

No caso de o próximo período chuvoso ser o segundo pior da série, os cenários mostram que as represas deveriam terminar novembro com 34% de armazenamento para suportar o abastecimento no ano que vem.

Se vier a ser o pior período úmido, seria necessário ter 43%. "Não vamos alcançar esses níveis, mas ainda não é situação de racionamento. Temos ações que podemos tomar."

O técnico não quis antecipar quais bacias devem ser atingidas pela decisão. Mas, pela situação crítica dos reservatórios, é possível que haja alguma medida envolvendo o Rio Grande, onde está instalada a Hidrelétrica de Furnas.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva, a manobra tem o objetivo de proteger o estoque de água das cabeceira dos rios, onde estão as usinas de Furnas, Emborcação e Nova Ponte.

"São operações para evitar o esgotamento dos reservatórios."

Segundo um executivo do setor, outra hidrelétrica que pode ser atingida pela medida é Serra da Mesa, no Rio Tocantins, para dar uma sobrevida à Hidrelétrica de Tucuruí. Hoje Tucuruí está vertendo água (jogando água fora).

A ideia é manter o nível de Serra da Mesa agora para Tucuruí continuar gerando no máximo durante mais tempo e, assim, manter elevado o intercâmbio de energia para o Sudeste/Centro-Oeste.

"Ainda há ações técnicas que permitem tirar leite de pedra e evitar um racionamento", afirmou o técnico do governo.

Em nota divulgada na terça-feira, 29, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que "estudos técnicos realizados de acordo com os critérios vigentes, com base na atual situação dos reservatórios e nas condições hidrológicas previstas, não indicam a necessidade de adoção de cortes de energia".

Por outro lado, admitiu que, "caso ocorra um agravamento das condições hidrológicas no período de maio a novembro, diferentemente do que é atualmente esperado, o ONS poderá propor medidas adicionais às autoridades setoriais", para garantir o fornecimento de energia para a sociedade.

Especialistas destacam, entretanto, que a medida de redução da vazão de água reduz também a produção de energia. Essa geração terá de ser compensada por outra usina, em algum lugar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Renée Pereira, do