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Governo resiste à fórmula de reajuste proposta por Petrobras

 

Brasília - O governo resiste à metodologia de reajuste de combustíveis apresentada pela diretoria da Petrobras, disse à Reuters uma fonte do Executivo que acompanha as discussões, embora reconheça a necessidade de maior previsibilidade dos preços da gasolina e do diesel.

Para a fonte, que falou sob condição de anonimato, é preciso muito cuidado na elaboração e implementação de uma fórmula que garanta reajustes periódicos dos combustíveis para que ela não signifique mais uma indexação da economia.

No fim de outubro, a diretoria da Petrobras aprovou e submeteu ao seu Conselho de Administração uma nova política de preços que prevê reajustes automáticos e periódicos de combustíveis.

A estatal revelou parâmetros da metodologia, como câmbio e cotações do petróleo no exterior. Mas não detalhou como ela vai funcionar, informando apenas que a fórmula deve impedir o repasse da volatilidade dos preços internacionais ao consumidor, ou seja, seu impacto na inflação.

A proposta foi recebida com entusiasmo por investidores, motivando forte alta da ações da Petrobras na sequência do anúncio. A metodologia de preços deve ser apreciada até 22 de novembro pelo Conselho de Administração da petroleira, que tem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, como presidente.

Uma segunda fonte do Executivo disse à Reuters que a forma como a diretoria da Petrobras propôs a metodologia também desagradou ao governo. "O governo não vai tomar decisões sob pressão", afirmou.

A primeira fonte lembrou que um gatilho para os preços de combustíveis poderia se tornar uma ameaça para a inflação.

Dilma ainda não discutiu a metodologia proposta pela estatal, segundo a fonte, confirmando posição da presidente externada em nota à imprensa no início do mês de que o assunto ainda não chegou à Presidência da República.

A introdução de uma nova fórmula de precificação do diesel e da gasolina busca dar maior previsibilidade à geração de caixa da Petrobras e também reduzir os índices de alavancagem da empresa, que atingiu níveis acima dos desejáveis no terceiro trimestre, gerando preocupação sobre o rating da dívida da estatal.

REAJUSTE Independentemente da metodologia, a Petrobras deve ser autorizada a reajustar os preços dos combustíveis ainda neste ano ou no começo de 2014, segundo uma das fontes.

Essa fonte explicou que o governo analisa o impacto na inflação e também o calendário eleitoral, nesse caso.

Conceder o reajuste apenas em 2014 pode influenciar negativamente nos planos de reeleição de Dilma, considerando o impacto da medida para os bolsos dos consumidores.

O caixa da estatal está ainda mais pressionado depois que o dólar voltou a subir ante o real nas últimas semanas. A moeda norte-americana mais forte encarece as importações da Petrobras, que tem vendido combustíveis no mercado interno a valores mais baixos do que os de compra no exterior.

Fonte: Jeferson Ribeiro e Leonardo Goy, da