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Mesmo com safra alcooleira, Brasil importa etanol americano

 

A cada entressafra no Centro-Sul, as especulações sobre a autossuficiência brasileira na produção de etanol é colocada em xeque. A safra 2013/14, em especifico, foi considerada alcooleira em detrimento a produção de açúcar. Contudo, navios carregados de álcool anidro norte-americano começaram a descarregar 100 milhões de litros no Porto de Itaqui, no Maranhão, em janeiro.

Waldyr Barroso, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, adiantou a tendência em entrevista ao JornalCana, em dezembro passado. “Os Estados Unidos utilizam o milho como matéria prima para produção de etanol, cujos preços são altamente influenciados pelo mercado mundial, definindo a oferta americana de etanol. Segundo o USDA - Departamento de Agricultura dos EUA, a próxima safra de milho deverá ser recorde, aumentando a disponibilidade da matéria-prima no país, acarretando em preços competitivos do etanol. Dessa forma, é possível que haja a importação do produto para atender à crescente demanda no Brasil, especialmente na entressafra, quando a oferta de etanol é menor. Considerando que o Brasil importou etanol nas últimas entressafras, isto deverá se repetir em 2013/14”.

Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool-PB, disse em entrevista ao Jornal da Paraíba que o problema vai além, já a operação se torna possível graças aos incentivos que os americanos recebem do governo. "Não somos contra o produto americano, mas nenhum associado nosso concorda com a importação do etanol durante nosso período de safra, pois prejudica a todos. Isso nos preocupa porque estamos há duas safras com produção baixa e o etanol dos EUA chega cheio de subsídios, dados pelo governo de lá. Desde a produção do milho, que é usado para fazer o etanol do EUA, até o embarque para o Brasil, há incentivos do governo americano", disse ao jornal local.

Questionado sobre os desafios para 2014, Waldyr Barroso admitiu que traçar um plano com medidas a longo prazo voltadas ao segmento, é o grande ponto. “Diretrizes de longo prazo sobre o papel do etanol na matriz de combustíveis brasileira, readequação da tributação sobre o etanol e sobre a gasolina e incentivos à bioeletricidade são os desafios”.

Fonte: André Ricci, Jornal Cana