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Nível dos reservatórios do rio Paraíba do Sul é o pior desde 2003

 

Com só 21,4% da água que podem armazenar, os reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul atingiram na quarta (13) seu pior nível desde 2003, quando sua capacidade chegou a 15%.

À época, o Brasil passava por uma estiagem recorde e adotou racionamentos tanto deenergia (no país inteiro, em 2002) quanto de água (na capital paulista, em 2003).

Especialistas avaliam que hoje também há risco de desabastecimento nesses setores, caso a seca que atinge vários Estados desde o início do ano se agrave.

No caso da bacia do rio Paraíba do Sul, os efeitos dessa estiagem recairiam primeiro sobre o fornecimento de água, segundo o professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP Ildo Sauer.

"A bacia tem papel secundário na geração de energia -no plano nacional, responde por cerca de 1%. Mas ela é primordial no abastecimento de várias cidades no eixo Rio-São Paulo", afirma.

Segundo dados oficiais, 15 milhões de pessoas recebem água a partir do rio Paraíba do Sul -10 milhões delas no Rio.

Nesta semana, um de seus afluentes, o rio Jaguari, virou alvo de uma disputa entre o governo paulista e órgãos ligados ao governo federal.

A Cesp (companhia de energia do Estado) vem restringindo a vazão do afluente no rio Paraíba do Sul, enviando a este um terço do volume de água definido pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que controla as usinas no Brasil.

Na terça (12), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) notificou a companhia e deu 15 dias para ela apresentar sua versão.

Nem Cesp nem governo do Estado explicam como usarão a água retida, dizendo apenas que a medida visa preservá-la para consumo humano.

Reserva estratégica

"Essa retenção de água gera uma reserva estratégica para produção de energia no caso de não chover", afirma a pesquisadora da Unesp Dejanira de Angelis.

Além de produzir eletricidade, a reserva poderia, no futuro, ajudar a suprir o sistema Cantareira, principal abastecedor da Grande São Paulo, hoje abalado pela seca.

Para isso, no entanto, ainda serão necessários cerca de 14 meses de obras de interligação entre os sistemas.

Para a pesquisadora, a retenção pode impactar a qualidade da água no Paraíba do Sul, mas não causaria colapso no fornecimento de água.

"O Jaguari é um rio limpo, que ajuda a diluir o esgoto do rio Paraíba do Sul, facilitando o tratamento da água. Mas é apenas um de seus afluentes, e dificilmente sua vazão impactaria tanto o abastecimento das cidades", diz.

Fonte: Heloisa Brenha - Folha de S. Paulo