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O preço dos combustíveis como truque para uma inflação dentro da met

 

O IPCA-15, a inflação entre 12 de junho e 14 de julho, veio comportado, a 0,17%, o que não foi suficiente para fazer o índice recuar para debaixo do teto da meta de 6,5%, no acumulado de 12 meses. Mesmo com a queda no preço dos alimentos – os vilões no começo do primeiro semestre -, o IPCA ficou 0,01% acima do limite. Na projeção do governo, revista nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, o IPCA fecha o ano a 6,2%.

Para o professor Salomão Quadros, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, ainda não está claro se o teto será respeito em 2014. O que ele consegue identificar é o truque mais importante nas mãos do governo para conseguir cumprir a meta até o fim de dezembro: o preço dos combustíveis.

- No curto prazo, não há o que o governo possa fazer a respeito da safra de alimentos mundial. Por sorte, ela virá alta, reduzindo preços. Com o mercado de trabalho apertado, o setor de Serviços continuará a repassar os custos da mão de obra. Tampouco é possível escolher quando as tarifas de energia elétrica serão reajustadas, apesar de elas entrarem na categoria de preços administrados. Elas vão subir mais até o fim do ano, o que eu acho que não vai ocorrer com o preço do diesel e da gasolina. Os combustíveis serão usados pelo governo para conter o índice. Só serão reajustados se houver espaço no fim de 2014, se ficar claro que a inflação não vai estourar o teto da meta. É o que está ao alcance para atingir esse objetivo.

Quadros lembra que em 2013 ocorreu algo parecido. O reajuste dos combustíveis foi decidido em novembro, afetando apenas a inflação do último mês do ano.

- Trabalhar no teto da meta é crítico, difícil. Mas como, tecnicamente, ela tem de ser cumprida no fim de dezembro. Ainda há armas para a inflação terminar o ano no limite, e não fora dele.

Miriam Leitão
Fonte: O Globo