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ONS critica oferta de térmicas e eólicas no mesmo leilão

 

Rio - O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, defendeu a geração térmica como a alternativa viável para compensar a retração da produção de energia hidrelétrica e condenou a inclusão, em um mesmo leilão, de usinas térmicas e eólicas, concorrentes.

Ele afirma que os reservatórios hidrelétricos não atingirão mais os mesmos níveis do passado, não só por causa dos períodos de seca, como ocorreu neste ano, mas também porque as grandes usinas hidrelétricas que estão sendo construídas, como a de Belo Monte, no Rio Xingu, contam com reservatórios menores, tecnicamente nomeados de reservatórios a fio d'água.

Por isso, a solução, em sua opinião, é o incentivo à geração térmica e não mais hidrelétrica.

Chipp alerta que o número de térmicas existentes hoje atende à demanda dos consumidores, mas diz que "daqui a pouco, terá que ter mais".

Além disso, contesta ele, se a prioridade forem as térmicas, não é possível que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) oferte, em um mesmo leilão, usinas térmicas e eólicas, porque a energia eólica é mais barata, o que, por uma questão de competição de preços, inviabiliza o investimento em térmicas.

"Essas coisas têm que ser articuladas. O campeonato de engenharia não vai avançar dessa forma", afirmou Chipp.

Hermes Chipp participa neste momento de evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Natural (IBP).

Fonte: Fernanda Nunes, do