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Pela primeira vez, candidatos à Presidência procuram agronegócio

 

O setor de agronegócio vive momentos de indefinições e em busca de definições. O lado bom deste momento é que, pela primeira vez em um ano de eleições, os principais candidatos à Presidência da República procuraram as entidades de classe em busca de um programa de governo.

A avaliação é do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. “Antes, procurávamos os candidatos para sugerir pontos a serem incorporados no programa de governo e não éramos ouvidos.”

Essa mudança de comportamento dos candidatos, diz, ocorre devido à mídia, que fez a sociedade entender a importância do agronegócio. Esta transferiu essa necessidade para a classe política. O setor estará bem representado no próximo governo, segundo o ex-ministro.

Na previsão de Rodrigues, a reeleição de Dilma levará a senadora Kátia Abreu para o posto de ministro da Agricultura. Um governo da Marina da Silva terá Marcos Jank, enquanto o Aécio Neves prometeu um ministro forte e proveniente da classe rural.

O ex-ministro não arriscou um nome no caso da vitória do candidato do PSDB, mas especulações no mercado indicam que João Sampaio, ex-secretário de Agricultura de São Paulo, poderia fazer parte desse eventual governo.

Mas nenhum ministro vai resolver os problemas da agropecuária se nada mudar na estrutura do governo. Os instrumentos dos quais o ministro da Agricultura dispõe atualmente não são suficientes para um bom exercício. Quando se trata de portos, de estradas e até de aprovações de novos insumos para o setor, as decisões estão nas mãos de outros ministros. “É preciso que haja uma estratégia de governo e de planejamento conjunto”, afirma.

Mas, só pelo fato de os candidatos estarem interessados no agronegócio, é provável que haja uma visão proativa.

Para mostrar esses momentos de indefinições e necessidade de correções de rumos, o setor se reúne neste sábado (20) em Campinas (SP) para apontar a perda de confiança na estrutura atual e o que tem de ser feito.

Rodrigues, presidente do Lide Agronegócios, que promove o evento, diz que é necessário o confronto das visões de interlocutores do governo e do setor acadêmico.

O momento é de derretimento dos preços das commodities, mas os custos continuam elevados. Diante desse novo cenário do agronegócio, é urgente uma solução para os principais problemas.

Entre eles, Rodrigues inclui logística, que afeta principalmente os produtores das novas fronteiras agrícolas.

O setor sofre ainda da ausência de uma política de renda, que incorpore crédito, seguro e preço, bem como de uma política comercial. Quanto a esta última, Rodrigues, que foi ministro no primeiro mandato de Lula (2003-2006) diz que “não há cabimento ficar pendurado no Mercosul e não fazer acordo com União Europeia, China e outras regiões. Não é necessário um abandono do Mercosul, mas um redesenho”.

Rodrigues destaca ainda a necessidade do desenvolvimento de tecnologias, que são a alavanca da produtividade. A tecnologia tem de ter um peso maior no Estado, mas não deve ficar restrita à Embrapa, mas aos demais órgãos, hoje praticamente sem recursos e desmontados.

Um dos grandes problemas no setor é o de governança. Enquanto o mundo todo tem um órgão só decidindo sobre políticas agrícolas, de floresta e pesca, o país divide essas decisões por várias pastas.

“É um desperdício de Orçamento e de trombadas de decisões. O ministro da Agricultura deveria ser o gerente de uma estratégia do governo.”

(Fonte: Folha de S.Paulo)