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Porque a nova mistura de anidro ainda não foi anunciada

 

O anúncio oficial do Governo sobre a nova mistura de etanol anidro na gasolina já deveria ter sido feito. A formalização da adição foi oficializada no dia 02 deste mês de fevereiro, em Brasília, durante encontro do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com representantes da cadeia do setor sucroenergético, além do presidente da Anfavea (representas as montadoras de veículos), Luiz Moan.

Mas por que até o momento a nova mistura não entrou em prática? O JornalCana apurou que há mais motivos políticos do que técnicos ou econômicos que barram a questão.

Segundo relato de Moan distribuído à imprensa no próprio dia 02, ficou acertado que, ao invés de 27,5% de adição, como foi tratado durante mais de um ano de encontros e reuniões técnicas, a nova mistura ficaria em 27%.

A explicação pelo arredondamento do percentual foi a de que as provetas de verificação de qualidade não leem fracionamentos (caso do 27,5%). Para o setor sucroenergético, a redução significa menos venda de etanol anidro, já que 0,5% representa perto de 250 milhões de litros por ano, uma vez que os 2,5% adicionais de mistura (27% ante atuais 25%), conforme a União da Indústria de Cana (Unica), irão representar um incremento de 1 bilhão de litros anuais.

Internamente, no Governo federal, a redução de 0,5% também gerou e segue gerando controvérsias. Em todo caso, o anúncio formal da nova mistura está previsto para ser feito pela presidente Dilma Rousseff. E a expectativa é de que isso seja feito até o próximo dia 15 deste mês para que a nova adição entre em prática já no dia 16.

Fonte: Jornal Cana -  -