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Preço da energia elétrica sobe com o calor e a falta de chuvas no sudeste

 

Não aparece na conta de luz, mas o preço da energia elétrica disparou. “Nós consumidores vamos consumindo mais energia, usando mais ar condicionado, sem nos precaver dessa realidade, que vai nos afetar em um futuro muito próximo”, diz Claudio Sales, presidente Acende Brasil.

As distribuidoras que abastecem a sua casa contratam energia nos leilões do governo. No último ano, não conseguiram tudo que precisavam, e agora têm que recorrer ao mercado livre.

O megawatt/hora, que custava menos de R$ 250 no início do ano, chegou a R$ 822 na semana passada. Disso não pode passar, pois é o teto estipulado pelo governo.

Esse janeiro quente e seco representa para o sistema um problema de demanda e de oferta. O uso do ar condicionado nos grandes centros urbanos gerou uma alta de consumo da ordem de 20% em relação a janeiro do ano passado.

O custo da energia gerada por uma termelétrica é até dez vezes maior que de uma hidrelétrica, por enquanto o prejuízo é das empresas do setor que não podem repassar a alta de preço.

“Isso obriga a distribuidora a comprar energia a R$ 800, sendo que ela vende para o consumidor a 100. Toda essa diferença a distribuidora está antecipando caixa e um dia esse dinheiro vai ter que ser repassado pro consumidor. Se não hoje, amanhã. Se não esse ano, ano que vem. Algum dia essa conta chega”, explica Erik Eduardo Rego, diretor da consultoria excelência energética.

O governo garante que vai evitar um aumento, como já fez com recursos do tesouro no ano passado. “O governo tem já um fundo de R$ 9 bilhões, que já estão no orçamento de 2014, que ele é justamente para equalizar essa conta. Não deixar que a conta chegue no consumidor. Então, o consumidor terá um aumento normal de tarifa. Todo ano tem aumento normal de tarifa, mas não terá um custo adiciona de tarifa”, disse Guido Mantega, ministro da Fazenda.

Os especialistas insistem: nós vamos pagar de um jeito ou de outro. “Essa conta tem que ser paga, porque as usinas estão acionadas e têm que ser remuneradas. Ela vai ser paga pelo consumidor, se vier na conta de luz, ou vai ser paga pelo contribuinte se vier recursos do tesouro”, garante Cláudio Sales.

Fonte: Globo.com / G1 - Renata Ribeiro