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Setor Sucroenergético pode ter Frente Parlamentar

 

Um grupo de 21 deputados estaduais protocolou nesta segunda-feira (16) pedido de criação da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A criação está prevista pela Resolução 870, de 8 de abril de 2011, segundo Welson Gasparini, deputado que assina o pedido. “A Frente visa levantar os problemas enfrentados pelo setor sucroenergético e lutar pela solução dos mesmos num esforço comum em prol de uma energia ecologicamente correta e 100% renovável”, diz no documento.

Conforme o documento, as indústrias de base do setor trabalham, hoje, com ociosidade de cerca de 50% da capacidade produtiva e não há nenhuma perspectiva de mudança a curto prazo.

“Nos últimos meses o Setor Sucroenergético apresentou um quadro que chega a ser assustador quando analisamos os seguintes dados: • 44 usinas deixaram de moer cana nas últimas safras, e mais 10 deixarão de moer nas próximas; • 100 mil empregos foram extintos; • A desnacionalização ultrapassa 40% do setor; • As indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham há 50% da sua capacidade nominal, enquanto observam a consolidação dos produtores asiáticos; • Não existem projetos de novas plantas, como demonstra a carteira de consultas do BNDES”.

“É uma força produtiva que corre o risco de se estagnar com curto prazo pela ausência do setor produtivo de açúcar e etanol nos planos estratégicos do governo”, discorre o documento.

 “É para enfrentar esse omissão das autoridades federais quanto aos riscos de sobrevivência enfrentados pelo setor que devemos nos mobilizar. As dificuldades – explicitadas num documento denominado ‘Carta de Sertãozinho’, aprovado em reunião realizada em Sertãozinho com a participação de lideranças trabalhistas e empresariais – não se restringem aos produtores, mas a toda uma cadeia produtiva, que não busca subsídios ou proteção; são, sim, contrários a eles, especialmente os regionais e pontuais que ao invés de resolver os problemas estruturais, aumentam o preconceito e desmoralizam a comprovada competência do setor, contribuindo para diminuir a competitividade, a eficiência, a produtividade e a inovação tecnológica nele existentes.”

Fonte: Jornal Cana - Delcy Mac Cruz - 17/03/2015