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Sinal promissor para exportação de etanol

 

 

Pela proposta apresentada na quarta-feira pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), o volume mínimo de "biocombustíveis avançados" (excluindo os celulósicos e o biodiesel) que deverá ser usado nos EUA em 2017 é de 6,41 bilhões de litros. Enquadrado nessa categoria por emitir em sua cadeia menos da metade de gás carbônico que a gasolina, o etanol de cana brasileiro costuma ter forte participação nesse mercado, mas também compete com outros combustíveis.

O mandato de mistura de "biocombustíveis avançados" para o próximo ano é 14% maior que o de 2016, quando o volume proposto pela EPA foi de 5,62 bilhões de litros.

O volume proposto é uma referência para o potencial de importação de etanol brasileiro pelos EUA. Segundo Vitor Andrioli, analista da consultoria FCStone, a quantidade importada pode ser maior ou menor, pois o que definirá essa demanda é a competitividade do produto brasileiro em relação a outros combustíveis renováveis. "O mandato abre espaço, mas depende da relação de preços entre o etanol do Brasil e dos outros biocombustíveis avançados, como o biodiesel e biocombustível celulósico nos EUA", disse.

Neste ano, o etanol brasileiro tem enfrentado dificuldade para competir com outros biocombustíveis nos EUA diante da oferta elevada naquele mercado. Os preços do etanol americano, feito a partir do milho, estão em patamares historicamente baixos, embora tenham se recuperado desde o início do ano. O produto está enquadrado na categoria "combustíveis renováveis convencionais", cujo mandato para 2017 foi proposto em 56,24 bilhões de litros.

No mercado físico de Nova York, importante polo consumidor de combustíveis dos EUA, o biocombustível foi negociado em janeiro a US$ 1,44 o galão (3,8 litros) para os distribuidores, e agora está em US$ 1,678 o galão, segundo a FCStone. No Golfo do México, o etanol americano foi negociado em janeiro por US$ 1,41 o galão, e agora está em US$ 1,68 o galão.

Esses valores estão bem abaixo dos preços pelos quais o etanol brasileiro é negociado no país. Em janeiro, o biocombustível do Brasil era comercializado no Golfo do México - principal ponto de entrada no mercado americano - por US$ 2,36 o galão, e atualmente oscila entre US$ 1,90 e US$ 1,95 o galão.
Apesar de ainda estar menos competitivo que o etanol de milho, a diferença já caiu significativamente em decorrência da recuperação do real sobre o dólar e da entrada da safra brasileira 2016/17.

Para Andrioli, a tendência é de que o etanol brasileiro continue se desvalorizando nos próximos meses, ao menos em reais, enquanto o biocombustível americano tende a ganhar sustentação enquanto a safra de milho dos EUA estiver indefinida. "Se o câmbio ajudar, entre julho e agosto, a tendência é que a janela de importação [de etanol brasileiro pelos americanos] se abra".

Entre janeiro e abril, foram misturados 32 milhões de litros de etanol avançado, principalmente de origem brasileira, à gasolina nos EUA, o que representou 59,8% de todos os biocombustíveis avançados usados no período. Essa participação deve crescer ao longo do ano à medida em que o etanol brasileiro ganhar competitividade no mercado americano.

.A proposta de mandato de biocombustíveis para serem adicionados à gasolina nos Estados Unidos em 2017 apresentada ontem pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) foi alvo de críticas do setor no país.

A EPA defende que a cota de biocombustíveis seja de 71,4 bilhões de litros já no próximo ano, o que representaria um aumento de 2,6 bilhões de litros em relação ao mandato previsto para este ano.

Apesar da proposta de crescimento, o volume ainda está abaixo do previsto pela legislação americana de combustíveis renováveis de 2007, que previa que os biocombustíveis deveriam alcançar 91,2 bilhões de litros nos Estados Unidos.

A Associação de Combustíveis Renováveis (ARF, na sigla em inglês) argumenta que deverão ser utilizados muito mais que 57 bilhões de litros de biocombustíveis no próximo ano com o aumento da demanda por combustíveis.

O setor avalia que haverá um aumento da demanda não só por gasolina, como um crescimento da uso por combustíveis com 15% (E15) e 85% (E85) de mistura entre etanol e gasolina, que se tornou possível com um programa de concessões de infraestrutura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Embora a manifestação do setor seja de frustração, a associação pontuou que ao menos a agência ambiental americana divulgou a proposta a tempo e propôs um mandato de 760 milhões de litros acima do nível legal dos 57 bilhões de litros para biocombustíveis convencionais.

Mesmo assim, a entidade avaliou que, a proposta de mandato como foi divulgada é “uma perda de oportunidade para essa administração cimentar seu legado em combustíveis limpos, biocombustíveis avançados e mudança climática”.

Como a proposta da agência ambiental americana ainda será submetida a debates nas próximas semanas, a associação disse que pretende “trabalhar para encorajar uma regra final que realmente coloque o RFS [Padrão de Combustíveis Renováveis] ‘de volta nos trilhos’” (Assessoria de Comunicação, 19/5/16)

 

 

Proposta da EPA é insuficiente para promover etanol do Brasil nos EUA 

De acordo com a entidade, falta de incentivos e excesso de barreiras inibem crescimento do biocombustível fora do país.

A União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica) afirmou nesta sexta-feira (20/5) que a revisão da meta de biocombustíveis nos Estados Unidos em 2017 "não será suficiente para promover o acesso dos consumidores americanos ao etanol de cana-de-açúcar brasileiro".


Conforme a entidade, hoje existem barreiras, como a resistência em adotar níveis mais elevados de mistura de etanol na gasolina, e faltam incentivos que favoreçam outros biocombustíveis naquele país. "Neste cenário a falta de sinais claros de mercado inibe o setor de produção de etanol brasileiro a investir e aumentar o seu papel de destaque no RFS", acrescentou a entidade, em referência ao Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês).
Na quarta-feira (18/5) a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) propôs elevar o volume de etanol que refinarias do país devem misturar à gasolina em 2017 para 18,8 bilhões de galões (71,16 bilhões de litros) de etanol de milho e outros biocombustíveis, o que representa um aumento de quase 700 milhões de galões (2,65 bilhões de litros) em relação à exigência para 2016. O volume, no entanto, ainda é bem inferior ao acertado em 2007 no RFS, de 24 bilhões de galões (90,8 bilhões de litros).


A Unica ressaltou que reconhece os esforços da EPA para aumentar os volumes de biocombustíveis avançados, "pois a adoção destes combustíveis de baixo carbono é a forma mais eficiente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em transportes". "A entidade espera que a regra final da EPA reflita volumes mais robustos de biocombustíveis avançados, o que encorajará a indústria brasileira a continuar investindo cada vez mais na parceria com os EUA para o desenvolvimento do biocombustível de cana", concluiu a Única (Agência Estado, 20/5/16)

Fonte:Brasil Agro