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Tombo histórico do petróleo afeta produtores

 

Petróleo sofre tombo histórico e afeta produtores

A queda no preço do petróleo, que nesta terça (12) chegou a ser cotado abaixo de US$ 30 em Nova York, já afeta o planejamento de petroleiras, incluindo a Petrobras, e o Orçamento de países dependentes da commodity.

Ao cair 3% nesta terça, o valor do barril negociado no mercado norte-americano atingiu a menor cotação em 12 anos, aos US$ 30,44. Só nos primeiros sete dias úteis de 2016, o preço caiu 16,8% em Nova York. Em 12 meses, a perda é de quase 34%.

Em Londres, o petróleo tipo Brent, referência no mercado internacional, fechou a US$ 30,86 por barril, acumulando um declínio superior a 70% desde meados de 2014.

Os reflexos dessa fuga de investidores do petróleo chegaram à economia real.

Nesta terça, a Petrobras reduziu em US$ 32 bilhões o seu plano de negócios para o período de 2015 a 2019. O corte, equivalente a 25% do planejado anteriormente, teve o objetivo de adequar os gastos ao novo cenário de preços.

A petroleira britânica British Petroleum anunciou 4.000 demissões em suas unidades de exploração e produção, em um sinal de que a queda nos preços da commodity deve continuar.

Essa é a segunda onda de corte de investimentos e demissões no setor, que há um ano e meio sofre com o excesso de produção mundial e com temores de retração na demanda chinesa.

Mais de US$ 200 bilhões de investimento em projetos no mundo todo já foram cancelados ou postergados.

Nações dependentes da receita com a venda de petróleo também procuram se ajustar ao novo cenário.

A Rússia, por exemplo, deve cortar os gastos previstos no Orçamento deste ano em 10%. Ministros têm a missão de apresentar, até sexta (15), planos para reduzir as despesas em US$ 9,1 bilhões, segundo o "Financial Times".

O petróleo responde por mais da metade das receitas previstas no orçamento russo.

 

EXPULSANDO RIVAIS

 

Enquanto fundos de investimento aumentam as apostas em preços mais baixos, analistas já estimam que o barril possa chegar a US$ 20.

Esse patamar afeta principalmente atividades que têm um custo mais alto, como a exploração no pré-sal brasileiro ou a extração no mar do Norte, bacia de óleo e de gás natural da Europa ocidental.

Nessa região, 600 trabalhadores da BP serão demitidos. As operações da britânica no Azerbaijão, Angola e no Golfo do México também serão afetadas pelo corte.

Os EUA, que desde 2011 aumentaram a sua produção anual em 1 milhão de barris por dia, também diminuirão o ritmo. Segundo a agência de informações de energia do governo americano, a produção de petróleo cru no país deve recuar 7% neste ano, a primeira queda desde 2008.

Os volumes, no entanto, ainda serão 50% superiores do que há cinco anos, quando teve início a explosão da produção do gás e petróleo de xisto no país.

Expulsar competidores com custo mais alto é o objetivo da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) com a estratégia de manter o seu nível de produção, mesmo com os preços do óleo bruto derretendo no mercado internacional.

Para o ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al Mazrouei, a estratégia será bem-sucedida, mas serão necessários mais 12 ou 18 meses para alcançar a meta.

 

Fonte: Folha de São Paulo