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Bancos centrais levam alívio pelo mundo e Ibovespa sobe 9,7% As principais bolsas do mundo encerraram em alta depois de as autoridades monetárias injetarem recursos para o respiro de empresas

 

 
Em um dia de recuperação dos mercados mundiais em meio à pandemia do novo coronavírus, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta de 9,7% no pregão desta terça-feira, 24. Os leilões encerraram com o Ibovespa registrando 69.729 pontos, depois de amargar queda de 5,22% na segunda-feira 23 e mostrar o menor nível desde junho de 2017.
 
A disparada foi motivada pelo movimento do Governo Federal de ajuda de 88 bilhões de reais aos estados e o anúncio de gritantes 2 trilhões de dólares para o respiro de empresas por parte dos Estados Unidos. A medida mais importante foi anunciada pelo Federal Reserve (o banco central estadunidense), que afirmou que irá comprar títulos corporativos numa nova fase do Quantitative Easing — desta vez, numa versão ilimitada. Donald Trump também divulgou novas linhas de crédito facilitadas para pequenas empresas e programas de recompra de títulos públicos — ações similares foram adotadas por países como a Coreia do Sul e o Japão. “A bolsa vem de dias de quedas irracionais, e o mercado está totalmente ilógico”, avalia Pedro Galdi, da Mirae Investimentos.
 
A alta também reflete as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que, nesta segunda-feira, 23, afirmou que a instituição tem grande arsenal para fazer frente a qualquer tipo de crise, ao comentar o potencial destrutivo da economia do novo coronavírus. A fala foi feita após a divulgação de medidas e ações em estudo que, juntas, implicam uma injeção de 1,2 trilhão de reais no sistema financeiro nacional. Em entrevista coletiva realizada por videoconferência, Campos Neto defendeu que o sistema financeiro brasileiro é sólido e está habilitado para “funcionar perfeitamente”. Ele disse ainda que o BC “está absolutamente tranquilo” e disponível para prover o incentivo que for necessário.
 
Fonte: Veja.abril