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Cresce o medo de desemprego, informa pesquisa da CNI

 

cresce o medo de desemprego, informa pesquisa da CNI
 
O medo do desemprego cresceu, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 20 e 23 de junho. O índice subiu 2,3 pontos em relação a abril – quando a confederação fez a última pesquisa do tipo – e chegou a 59,3 pontos.
 
O índice de junho está acima da média histórica, que é de 49,9 pontos, mas está melhor do que a situação registrada há um ano. Em junho de 2018, o índice chegou a 67,9 pontos – mesmo nível de 1996, quando começou a série histórica.
 
Segundo o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, para reverter essa situação, é preciso que o Brasil volte a criar empregos.
 
"Com a economia crescendo e as empresas empregando mais, a população encontrará emprego mais facilmente e a confiança aumentará", afirmou.
 
Idade e escolaridade
De acordo com a pesquisa, o medo é maior entre as pessoas com mais de 45 anos de idade e com menor grau de instrução.
 
Entre os brasileiros que têm entre 45 e 54 anos, o índice do medo do desemprego subiu 7,1 pontos frente a abril e ficou em 60,1 pontos em junho.
 
Entre as pessoas que fizeram até quarta série do ensino fundamental, o medo do desemprego aumentou 6,1 pontos na comparação com abril e atingiu 65,1 pontos em junho.
 
Regiões
Entre as regiões, a pesquisa mostrou que o medo do desemprego é maior no Nordeste, onde ficou em 66 pontos, e menor na região Sul, onde ficou em 47,9 pontos.
 
Satisfação com a vida
A pesquisa também verificou o índice de satisfação com a vida dos brasileiros. Segundo a CNI, os brasileiros estão mais insatisfeitos em junho do que na pesquisa feita em abril.
 
O indicador que mede o grau de satisfação com a vida caiu 0,5 ponto com relação a abril e ficou em 67,4 pontos. O valor é menor do que a média história do indicador, mas maior do que o verificado em junho de 2018.
 
Ao contrário do medo do desemprego, a queda na satisfação com a vida foi maior entre os brasileiros que têm curso superior.
 
 
Fonte: G1