Sermasa Equipamentos Industriais

Newsletter

Cadastre seu e-mail e fique por dentro sobre vagas de emprego, informativos de mercado, opiniões e artigos técnicos.
Enviar
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso.
Carregando

COTAÇÕES

BOVESPA

  • Variação

    Pontos

  • -337,11 (-0,34%)

  • 20/08/2019 02h00
    Yahoo

DÓLAR COMERCIAL

  • Variação

    Valor

  • +0,0005 (+0,0123%)

  • 20/08/2019 02h00
    Yahoo

AÇÚCAR CRISTAL

  • Variação

    Valor

  • 2,71%

    R$ 60,25

  • 20/08/2019 02h00
    CEPEA

ETANOL HIDRATADO

  • Variação

    Valor

  • 0,06%

    R$ 1,7452/L

  • 20/08/2019 02h00
    CEPEA

ETANOL ANIDRO

  • Variação

    Valor

  • 0,04%

    R$ 1,9462/L

  • 20/08/2019 02h00
    CEPEA

Dólar fecha em leve queda, a R$ 3,95, e Bolsa sobe 2%, com redução das tensões entre EUA e China

 

Dolar fecha em leve queda, a R$ 3,95 e bolsa sobe 2%, com redução das tensões entre EUA e China
 
O dólar comercial interrompeu nesta terça-feira uma sequência de seis altas, fechando com leve queda, a R$ 3,955, depois de a China ter decidido não escalar a tensão econômica com os EUA. Na véspera, Pequim havia assustado investidores ao permitir que o yuan se desvalorizasse para além da cotação de 7 unidades por dólar, menor nível desde a crise de 2008. Foi uma reação à imposição de tarifas pelos EUA, que responderam classificando formalmente a China de manipuladora de câmbio e suscitando no mercado o temor de que a guerra comercial se transformasse em guerra cambial. Mas, nesta terça, Pequim resolveu não aprofundar a desvalorização do yuan, permitindo que Bolsas e moedas globais se recuperassem do tombo da véspera. O índice de referência Ibovespa, na B3, avançou 2,06%, aos 102.164 pontos.   
 
Hoje foi um dia de ajustes de vários ativos globais após sessão de forte desvalorização generalizada. O fato de a China ter recuado e limitado o ajuste cambial, que motivara o nervosismo de ontem, serviu de gatilho para um ajuste global - resumiu Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset. - Mesmo com EUA classificando formalmente a China como país manipulador de moeda, o mercado interpretou que, com o recuo chinês, a guerra comercial não se transformou em guerra cambial.
 
 
Durante o dia, o dólar chegou a subir a R$ 3,985, mas acabou cedendo a outras notícias que ajudaram na distensão. No fim do dia, o recuo foi de apenas 0,04%, e o patamar do câmbio segue sendo o maior desde o fim de maio.  
 
Também aliviou parte das tensões declaração do conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, que afirmou que o presidente Donald Trump planejava receber uma delegação chinesa para novas negociações em setembro.
 
Foram 24 horas muito turbulentas. Depois de os EUA terem classificado a China de manipulador de moeda, o mercado ficou estressado e olhou atento para a a fixação do câmbio chinês. Quando a China sinalizou que gostaria de ver uma taxa um pouquinho mais depreciada, mas não no ritmo que se temia, todo mundo se animou - explicou Guilherme Heringer, gestor de mercados internacionais da GAP Asset. - Quando ao comentário de Kudlow, ele foi positivo porque o conselheiro é visto como alguém cuja opinião é muito próxima à de Trump. Mas, na China, suas declarações foram recebidas com ceticismo.
 
O yuan "onshore" (negociado na China continental), que chegou a subir a 7,057 por dólar, terminou com avanço de 0,38%, a 7,018.
 
Localmente, o dólar passou a perder força frente ao real no meio da tarde depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de St.Louis, James Bullard, afirmar que novas reduções de juros podem ser desejáveis diante da escalada da guerra comercial entre EUA e China. Mais cedo, Bullard - que é o mais contundente defensor de cortes de juros dentro do Fed - havia instigado cautela no mercado ao ponderar que achava prematuro o apelo por novas reduções nas taxas.
 
Na véspera, Wall Street sofreu sua maior queda diária no ano, com índices como S&P 500 e Nasdaq registrando a sexta queda seguida. Hoje, porém, o índice Dow Jones avançou 0,9%, enquanto a o S&P 500 teve alta de 1,19%. O Nasdaq subiu 1,23%.
 
Na B3, os papéis da Marfrig avançaram 7,41%, com a associação à gigante de soja global ADM para a produção de hambúrguer à base de carne de soja. O IRB subiu 5,86%, após a resseguradora anunciar salto de 35% no lucro do segundo trimestre. A Magazine Luiza valorizou-se em 6,09%, com a expectativa positiva com o consumo após medidas de estímulo do governo e queda nos juros. A Vale avançou 1,35%, recuperando-se de perdas fortes na véspera, enquanto a Petrobras (PN, sem voto) ganhou 1,29%, com o petróleo em alta.
 
Na segunda-feira, a administração Trump acusou formalmente a China de manipular a moeda, escalando as tensões com Pequim depois que o banco central chinês permitiu que a moeda chinesa caísse em retaliação a novas tarifas americanas. Washington também anunciou que vai trabalhar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para eliminar o que chama de competição injusta por parte de Pequim, disse o secretário do Tesouro americano Steven Mnuchin.
 
Embora a determinação do Departamento do Tesouro dos EUA seja em grande parte simbólica, como as possíveis punições são uma sombra dos passos que Trump já deu contra a China, ela ressalta a rápida deterioração do relacionamento entre as duas maiores economias do mundo.
 
 
Fonte: Época Negócios