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Em recuperação judicial, Odebrecht tem R$ 5 bi em apólices de seguros

 

Em recuperação judicial, Odebrecht tem R$ 5 bi em apólices de seguros
 
A exposição do mercado de seguros brasileiros à Odebrecht, que deu início na terça-feira, 18, ao maior processo de recuperação judicial do País, é de quase R$ 5 bilhões, conforme dados da lista de credores da holding, compilados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Dentre as companhias responsáveis pelas maiores cifras, estão nomes como os das americanas Chubb Seguros, AIG, Liberty Seguros e o da brasileira JMalucelli (atual Junto Seguros) de um total de 16 companhias inseridas no processo do grupo.Na lista de credores, os contratos são mencionados apenas como seguros de garantia e classificados como quirografários, ou seja sem garantias.
 
Na prática, porém, abrangem diferentes modalidades como a de performance, que garante a entrega de obras em andamento e que responde pela maioria dos contratos, e o judicial, que protege o grupo de ações na Justiça. Como a maior parte das apólices listadas é em dólar, foi considerado câmbio a R$ 3,85.
 
Além disso, companhias do mesmo conglomerado no Brasil foram unificadas. É o caso da Chubb Seguros, antiga Ace e que no passado adquiriu a carteira de seguros de grandes riscos do Itaú Unibanco.O grande número de seguradoras listadas no processo de recuperação judicial da Odebrecht é explicado, conforme fontes, justamente pelo fato de o seguro de garantia para obras envolver montantes elevados e que tradicionalmente são divididos em um pool de companhias, reduzindo o risco das mesmas. Causou surpresa a vários players do mercado, porém, o fato de os grupos seguradores também integrarem o grupo de credores da holding uma vez que a maioria das apólices estão vigentes e não geraram sinistro até aqui.A exceção, conforme fonte de mercado, é um contrato de seguros de US$ 131,334 milhões com a Chubb no Peru, que já estava sendo tratado antes do pedido de recuperação. Há até mesmo apólices cuja vigência já expirou.
 
No caso da seguradora Austral, controlada pela Vinci Partners, a maior parte dos contratos citados na lista de credores da Odebrecht, que totalizam quase R$ 200 milhões, já venceram. A maior delas, de mais de US$ 25 milhões, teria sido rescindida, uma vez que o projeto segurado foi cancelado.Mas a estratégia da Odebrecht e seus assessores, o escritório E.Munhoz e a RK Partners, de incluir seguradoras em casos de recuperação judicial não é nova e já ocorreu em outras ocasiões como nos processos da OAS e da PDG. Na ocasião, as companhias recorreram à Justiça para serem retiradas uma vez que não figuravam como credoras das empresas envolvidas. “Agora, novamente, as seguradoras devem questionar na Justiça a retirada do processo uma vez que não são credoras da Odebrecht”, explica um advogado, especialista em seguros, na condição de anonimato.
 
Outra fonte adverte que somente podem seguir esse caminho as seguradoras que não têm sinistro com a holding.O presidente de uma resseguradora com exposição à Odebrecht diz que ainda é um pouco cedo para saber como a recuperação vai afetar o mercado, mas o movimento já era aguardo pelos resseguradores. Bancos O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou na quarta que a dívida sem garantia da Odebrecht com a instituição é de cerca de R$ 4 bilhões, dos quais metade está provisionada.
 
O grupo entrou nesta semana com o maior pedidos de recuperação da história do País, de mais de R$ 90 bilhões. Sendo mais de R$ 50 bilhões em dívidas sujeitas a reestruturação, R$ 18,1 bilhões em dívidas com bancos sem garantia real, sendo R$ 7 bilhões com o BNDES, R$ 4,75 bilhões com o Banco do Brasil, e R$ 4,1 bilhões com a Caixa.
 
 
Fonte: DCI