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Ibovespa sobe 2% com entusiasmo chinês e privatizações

 

 
 
A bolsa brasileira segue o mercado externo após governo chinês afirmar que dará apoio ao "bull market" no país.
 
O Ibovespa reduziu os ganhos na tarde desta segunda-feira, 6. Por volta das 15h15, o principal índice da Bolsa subia 1,70% aos 98.397,77 pontos. As bolsas nos Estados Unidos também seguem pelo mesmo caminho: S&P 500 sobe 1,38%, enquanto Nasdaq avança 1,36% e Dow Jones, 1,27%. O bom humor é reflexo dos mercados asiáticos.
 
“A Bolsa sobe devido ao ambiente global. Hoje, os mercados emergentes estão muito fortes e o Ibovespa acompanha o movimento global”, explica Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.
 
Entre as maiores altas no início do pregão estão os papéis da Cogna (+5,14%), Rumo (+4,58%) e CCR (+6,96%). Já na ponta negativa, apareciam as ações da Suzano, com leve queda de 0,62%. Por sua vez, a alta da Cosan de 16,62% na Nyse pode ser explicada pela proposta de reorganização societária divulgada nesta segunda e antecipada pela EXAME IN, no sábado. Tal reestruturação tem como objetivo simplificar a estrutura do grupo, unificando e consolidando os diversos free floats das companhias, com aumento de liquidez.
 
O governo chinês publicou no China Securities Journal, veículo oficial do país, que a recuperação da China passa por um mercado de ações forte e saudável. Desta maneira, o país conseguirá enfrentar os rivais num cenário de forte competição global pós-pandemia. Segundo o editorial, a economia chinesa está se recuperando, enquanto passa por uma reforma e atraem dinheiro doméstico e externo, abrindo espaço para um mercado em alta.
 
O comentário aponta suporte do governo ao mercado acionário fez com que os índices acionários da fechassem em alta pela quinta sessão seguida. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 5,67%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 5,71%.
 
Jefferson Laatus, fundador da Laatus, destaca que as bolsas na China fecharam no maior patamar desde 2015.
 
Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, acrescenta que o anúncio da China faz com que investidores comprem ações. “Devemos ver uma alta disseminada, um movimento mais amplo em toda a bolsa brasileira. Mas é bom colocar no radar os papéis relacionados aos setores de mineração, siderurgia e papel e celulose. Isso porque eles têm uma ligação muito forte com a economia chinesa”.
 
No mercado interno, pesava ainda sobre a Bolsa brasileira as declarações de Paulo Gudes. Em entrevista à à CNN Brasil, o ministro afirmou que se concentra em programas para atacar “frontalmente” o desemprego, acrescentando que nos próximos “30, 60, 90 dias” o governo fará três ou quatro “grandes” privatizações.
 
Guedes não informou quais empresas serão privatizadas, mas que “seguramente”, os Correios estariam na lista. O ministro acrescentou que 2020 será um ano excelente para as subsidiárias da Caixa Econômica Federal fazerem uma “grande” oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no valor de 20 bilhões de reais a 50 bilhões de reais. Por fim, disse ainda que a reforma tributária será enviada ao Congresso ainda neste ano.
 
“Como as eleições foram postergadas para novembro, haveria uma janela para apreciação e votação da reforma tributária neste ano, como já indicou Guedes. É nisso que o mercado está se agarrando hoje”, diz Laatus.
 
Cristiane Fensterseifer, analista de ações da Spiti, destaca ainda que Warren Buffet, o investidor mais famoso do mundo, investiu 10 bilhões de dólares em uma empresa de energia.
 
Fonte: EXAME