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Rombo nas contas externas sobe 27% até novembro, para US$ 45 bilhões

 

 
 
As contas externas do Brasil registraram um rombo de US$ 45,047 bilhões nos onze primeiros meses deste ano, o que representa uma alta de 27% frente ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Banco Central.
 
O déficit em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).
 
O resultado parcial de 2019 foi o pior, para este período, desde 2015, ou seja, em quatro anos. Também já superou o déficit registrado em todo ano passado de US$ 41,540 bilhões. Nos onze primeiros meses de 2016, 2017 e 2018, respectivamente, o saldo ficou negativo em US$ 19,788 bilhões, US$ 12,317 bilhões e US$ 35,424 bilhões.
 
De acordo com o BC, o aumento no rombo das contas externas se deve, principalmente, à piora do saldo positivo da balança comercial (que ficou US$ 18,4 bilhões menor do que o mesmo período de 2018), uma vez que os déficits nas contas de serviços e de rendas ficaram relativamente estáveis no período.
 
Somente em setembro, de acordo com informações oficiais, o rombo nas contas externas somou US$ 2,164 bilhões, contra US$ 3,052 bilhões no mesmo mês do ano passado.
Para todo ano de 2019, a expectativa do Banco Central é de um déficit em transações correntes de US$ 51,1 bilhões.
Investimento estrangeiro
O Banco Central também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 69,111 bilhões de janeiro a novembro deste ano, com queda de 1,1% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 69,869 bilhões).
 
Com isso, os investimentos estrangeiros foram suficientes para cobrir o rombo das contas externas no acumulado deste ano (US$ 45,047 bilhões).
 
Somente em novembro, os investimentos estrangeiros na economia brasileira somaram US$ 6,985 bilhões, contra US$ 9,080 bilhões no mesmo mês do ano passado.
Para 2019, o Banco Central estima um ingresso de US$ 80 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira.
Revisão da metodologia
Em agosto, o Banco Central mudou a metodologia de cálculo dos números das contas externas e, por isso, revisou os valores registrados nos últimos anos.
 
De acordo com a instituição, a revisão reflete o uso de "novas fontes de dados para as transações entre residentes e não residentes realizadas diretamente no exterior – buscando suprir esta que é a mais importante lacuna de informações no balanço de pagamentos brasileiro –, além da melhoria de qualidade de fontes já existentes".
 
Por conta da alteração, o rombo na contas externas do ano de 2017 subiu de US$ 7,2 bilhões (estatística anterior) para US$ 15 bilhões. O déficit em transações correntes do ano passado foi revisado de US$ 15 bilhões para US$ 21,9 bilhões.
 
A revisão também afetou o resultado do ingresso de investimentos diretos na economia brasileira.
 
Em 2017, por exemplo, pela nova metodologia, os investimentos estrangeiros somaram US$ 68,9 bilhões, contra os US$ 70,3 bilhões informados anteriormente. No ano passado, foram de US$ 88,3 bilhões para US$ 76,8 bilhões.
 
Fonte: G1