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Uso do etanol para gerar eletricidade ajuda a criar um novo Proálcool, afirma pesquisador da Unicamp

 

 
 
Que os veículos com motores elétricos ganharão modelos economicamente acessíveis, isso é apenas questão de tempo. As montadoras correm contra o tempo nessa direção e o Brasil, com frota de pouco mais de 57 milhões de automóveis, oferece vigorosa oportunidade para o mercado de eletrificação.
 
Entretanto, o tão falado fim dos motores a combustão está longe de significar a aposentadoria do etanol, seja o hidratado (motores flex) ou o anidro (misturado em 27% à gasolina). Isso porque o biocombustível é fonte estratégica para uma tecnologia que alimenta os motores elétricos com o veículo em movimento.
 
Essa tecnologia atende pelo nome de célula a combustível a etanol, que o JornalCana já tratou em edições anteriores por meio de entrevistas com Gonçalo Pereira, professor de Biologia da Unicamp; Jaime Finguerut, diretor do Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC); e com Pablo Di Si, CEO da Volkswagen América Latina.
 
Entre outras informações relevantes, esses especialistas atestam, em coro, que a eletrificação dará sobrevida ao etanol justamente por ele ser âncora da célula a combustível.
 
No entanto, é preciso destacar que essa tecnologia está em fase de desenvolvimento seja por iniciativas de montadoras, seja por instituições ligadas a universidades. Mas um fato é certo: não dá para saber quando ela chega ao mercado.
 
Mas chegará logo, isso é certo. Até porque as montadoras que patrocinam tais iniciativas correm contra o tempo. No mais, tem o Programa Rota 2030, criado em 2018 como parte da estratégia elaborada pelo Governo Federal em um contexto no qual o setor automotivo sinaliza profundas transformações, seja nos veículos e na forma de usá-los, seja na forma de produzi-los.
 
O Rota 2030 investe no desenvolvimento de tecnologias e tem programas prioritários de investimentos, caso do FINEP 2030. Pois em julho deste ano foi aprovado projeto do Programa de Armazenamento Avançado de Energia (AES), do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), que une indústria e academia. No caso, o projeto contemplado se propõe a desenvolver uma solução para veículos elétricos com geração embarcada de eletricidade a partir do etanol.
 
Em outras palavras, essa solução ajuda a criar um novo Proálcool, como afirma Hudson Zanin, pesquisador principal no CINE no AES. É que a tecnologia que está ‘no forno’ é estratégica no universo da célula a combustível a etanol. E, sendo assim, o biocombustível será a âncora e a razão de viver da solução em estudo.